Comprar ou Vender um Posto de Gasolina

posto de gasolina a venda

A frota de veículos vem se expandindo e a abertura de lojas combinadas ao negócio principal tem sido a tendência dos últimos anos.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

O negócio de posto de combustíveis está relacionado à conveniência e mobilidade. Com a possibilidade de transporte da população, especialmente com o desenvolvimento e expansão dos veículos para transporte pessoal, a frequência a um posto de combustível passou a ser uma atividade essencial na vida das pessoas.

Abastecer um veículo automotor é uma atividade que se incorporou à rotina de grande parte da população. Este negócio está basicamente relacionado a venda de combustíveis para veículos automotores. Hoje, com a enorme preocupação que existe em relação ao meio ambiente, o posto de combustível passou a incorporar diversas opções ao consumidor em seu portfólio, como a gasolina, que possui vários tipos (comum, aditivada, premium), álcool hidratado, diesel (S10 e S50) e GNV(gás natural veicular).

A onda do Gás Natural Veicular, iniciada a partir do fim da década de 90 se revelou como impactante no conceito de opção menos poluente. No entanto, esse combustível ainda enfrenta dificuldades, o que impede seu crescimento. Uma dessas dificuldades é o fornecimento, visto que boa parte do GNV é importado da Bolívia. Além disso, as políticas federais dão preferência ao etanol, por ser uma opção nacional, que também é considerada menos poluente.

O público consumidor é heterogêneo e está presente em todas as classes sociais, sexos, faixas etárias, e abrange toda a sociedade. Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração do plano consulte o Sebrae mais próximo.

Mercado dos Combustíveis no Brasil

O mercado dos combustíveis no Brasil é regulamentado pela lei federal 9.478/97. Essa lei flexibilizou o preço da gasolina, até então exercido apenas pela Petrobras. Assim, desde janeiro de 2002 as importações de gasolina foram liberadas e o preço da mesma passou a ser definido pelo próprio mercado. Segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram consumidos 136,210 bilhões de litros de combustível no ano de 2013.

No ano de 2013 ocorreu um aumento de 9,8% na venda de álcool hidratado, em relação a 2012, chegando a marca de 10,816 bilhões de litros vendidos, segundo dados da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Para a ANP, esse grande número de vendas de etanol é reflexo no aumento do preço da gasolina, que já atinge a casa dos R$ 3,00 em grande parte do Brasil.
A venda de diesel cresceu 4,2%, comparando os anos de 2013 e 2012, atingindo a marca de 58,489 bilhões de litros vendidos. Com isso, o diesel representa 42,94% de todo o combustível vendido no Brasil. A grande demanda desse combustível, impulsionou a venda do biodiesel, que passou a ser acrescentado em maior quantidade ao diesel comum.

Mesmo com o aumento do preço, a gasolina C também cresceu muito. Em 2013, foram vendidos 41,365 bilhões de litros de gasolina C, 4,2% a mais do que no ano de 2012.

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Para o ano de 2014, a ANP prevê um crescimento de 4 a 5 por cento em relação a 2013. Esse aumento acontece pois a frota de veículos no Brasil ainda é crescente: segundo a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a venda de veículos em 2014 deve crescer 1% em relação a 2013.

A gasolina, hoje, abastece cerca de 60% dos veículos de passeio, e por isso é importante que o dono de um posto de combustível conheça como funciona o mercado desse produto.

A gasolina vendida em postos é a do tipo “C”, que é uma mistura de gasolina “A”(pura) e etanol anidro. A gasolina que é produzida nas refinarias é pura, e é revendida a distribuidoras. As distribuidoras compram a gasolina “A” e o etanol anidro e fazem a mistura, que atualmente pode conter de 18% a 27,5% de etanol anidro. Dessa forma, é importante que o empresário selecione bem seu fornecedor, visto que a qualidade da gasolina está relacionada ao mesmo.

Com a descoberta do pré-sal, a tendência dos preços dos derivados de petróleo, como a gasolina, é abaixar. No entanto, o aumento da procura fará com que os preços sejam mantidos. Hoje, 22% da extração de petróleo nacional é proveniente do pré-sal.

A previsão é de que em 2018 o pré-sal corresponda a 52% da produção nacional. Ao abrir um posto de combustível, o empresário tem duas opções. A primeira é adotar uma bandeira de alguma distribuidora, e a segunda é não adotar nenhuma bandeira e se tornar um posto “bandeira branca”. A prática de adoção de bandeiras funciona da seguinte maneira: a distribuidora subsidia a construção do posto e sua manutenção, e em troca, o posto só poderá vender combustíveis adquiridos daquela distribuidora.

Caso o empresário opte por não ter nenhuma bandeira, o mesmo deverá arcar com todo o custo de construção do posto.

Ao adotar uma bandeira, o empresário deve levar em conta alguns aspectos, como a duração do contrato, a quantidade de subsídios que a distribuidora disponibilizará na construção do posto, além da qualidade e da flutuação do preço do combustível fornecido pela distribuidora.

Portanto, a tendência do segmento do mercado de postos de combustível é continuar crescendo, visto que a frota veicular também continuará crescendo.

Onde Comprar Meu Posto de Gasolina?

A localização de um posto de combustíveis é um dos principais fatores para o sucesso do empreendimento. A escolha do local deve levar em conta, inicialmente, o tráfego, a direção e o volume de veículos nas redondezas, pois esses são itens fundamentais para se identificar o potencial do negócio.

Um aspecto que também deve ser considerado é a acessibilidade e a visualização do local. O local deve ser de fácil acesso, e deve ter boa visibilidade para os veículos que estiverem passando nas vias.

Outro fator que deve ser levado em consideração, é a infraestrutura: o local onde o posto de combustível for instalado deve possuir energia elétrica, telefonia, internet e sistema de água e esgoto, além de uma via, preferencialmente, asfaltada. O posto deve possuir um acesso seguro, bem iluminado e sinalizado, que encoraje os clientes, assim como deve possuir um bom espaço para a circulação de veículos e pessoas dentro do mesmo.

Deve ser analisado, também, se o local escolhido está em área de risco de acidentes naturais, como enchentes e deslizamentos. Deve-se analisar se a avenida/rua em que ele se encontra sofre de bloqueios temporários, como blitz de trânsito e feiras. Além disso, deve-se verificar na prefeitura se naquele local é permitido a construção de um posto de combustível (regido pelo plano diretor), além de pesquisar se o imóvel de interesse esteja legalizado no âmbito municipal.

O custo do imóvel também deve ser analisado: o preço pago no imóvel é compatível com a rentabilidade do mesmo? Os pagamentos do IPTU encontram-se em dia? Todos esses fatores devem ser analisados ao escolher o ponto onde irá se construir o posto de combustível.

4. Exigências Legais e Específicas

É necessário contratar um contador profissional para legalizar a empresa nos seguintes órgãos:

– Secretária da Receita Federal (CNPJ);
– Secretária Estadual da Fazenda;
– Prefeitura Municipal, para obter o alvará de funcionamento;
– Enquadramento na Entidade Sindical Patronal em que a empresa se enquadra (é obrigatório o recolhimento da Contribuição Sindical Patronal por ocasião da constituição da empresa e até o dia 31 de janeiro de cada ano);
– Caixa Econômica Federal, para cadastramento no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
– Corpo de Bombeiros Militar.

Exigências legais específicas:

– Resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) – N° 273, de 29 de novembro de 2000;
– Pesquisar legislação estadual e municipal que regulam a atividade de postos de combustíveis;
– Resolução N° 41 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biodiesel), de 5 de novembro de 2013;

Além dos cumprimentos anteriores, é necessário pesquisar na prefeitura da cidade se a lei de zoneamento permite a instalação do posto de combustível no local planejado.

Na seção Normas Técnicas estão relacionadas as principais normas definidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas;

O Sebrae local pode ser consultado para a orientação.

 

Estrutura do Posto de Gasolina

A estrutura de um posto de combustíveis é composta, basicamente, por uma área coberta para o atendimento dos clientes, conhecida como pista. É nela que os frentistas e os veículos circularão. Em baixo dessa cobertura, são instaladas as bombas de combustível, um balcão para o caixa, e uma pequena área onde são armazenados produtos complementares, como óleo e lubrificantes. Subterraneamente são instalados os tanques onde os combustíveis são armazenados. Visto que a estrutura não é simples, o ideal é que o terreno onde o posto for montado seja comprado.
Caso o posto esteja em área urbana, a área ideal seria de 900 metros quadrados, visto que carros de passeio demandam espaço para serem manobrados. Caso o posto esteja em uma rodovia, a área recomendada seria de 5000 metros quadrados, já que nessas vias a circulação de veículos de grande porte é alta e é necessário a presença de mais serviços, como banheiro, restaurante, hotel e minimercado.

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É importante que sejam instaladas câmeras de segurança em pontos estratégicos, visto que postos de combustíveis são alvos para assaltantes. Recomenda-se que seja contratada uma companhia de seguro e uma de alarmes, para evitar o roubo, diminuindo a perda. Outras dicas para aumentar a segurança serão dadas na seção “Dicas de Negócio”.

Se forem adicionados serviços adicionais, como auto elétrica e borracharia, será preciso adequar a estrutura com mangueiras e máquina de troca de óleo, equipamentos de lubrificação, caixas de engrenagens, elevadores hidráulicos, calibrador de pneus.

Os tanques de armazenamento de combustível devem estar cadastrados na ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), e as bombas de combustível devem estar em perfeito estado, seguindo as exigências do INMETRO.

Fluxo de funcionamento da estrutura de um posto de combustível:

– Abastecimento

Os caminhões-tanque que trazem combustível das distribuidoras aos postos podem ter até três compartimentos – um para gasolina, um segundo para álcool e um terceiro para diesel. A capacidade máxima é de 50 mil litros e a descarga é feita em média a cada dois dias, dura 15 minutos

– Aterramento

A descarga de combustível exige cuidados como o aterramento, que serve para descarregar a eletricidade acumulada na carroceria por causa do atrito do ar com a superfície metálica do caminhão, que pode dar choque. Para fazer a operação, um cabo de cobre é ligado a uma haste também de cobre no solo do posto.

– Linhas de abastecimento

São canos que interligam as bombas de combustível e os tanques, desde o recebimento de produto do caminhão-tanque até o abastecimento dos carros. São feitos de materiais flexíveis, resistentes à corrosão e inertes, ou seja, não reagem com os combustíveis

– Tanque

O tanque subterrâneo é um reservatório de aço carbono com capacidade para até 30 mil litros. Os tanques podem ter até três compartimentos internos para armazenar até três produtos diferentes (gasolina, álcool e diesel) e subcompartimentos para as variedades (comum, aditivada e premium)

– Sensores

Alguns postos possuem equipamentos de monitoramento eletrônico que mostram o volume e a altura do combustível no tanque, a temperatura, o quanto foi vendido, permitem o controle de estoque etc. São os sensores instalados dentro do tanque que transmitem todas essas informações a um computador

– Tanque vazio

O bico da bomba “descobre” que o tanque está vazio porque um pequeno tubo que corre dentro do cano de combustível “acusa” o fato. Ligado a um sistema de sucção, esse tubo “suga” ar do tanque de gasolina. A chave de seu funcionamento é um diafragma flexível que tem uma passagem para o ar exterior.

– Filtro de diesel

Entre todos os combustíveis utilizados pelos veículos, o óleo diesel é o que tem o menor grau de pureza. Por isso, antes de ir para o motor dos caminhões, ele passa por filtros de papel prensado, que retêm do lado de fora as impurezas (partículas microscópicas) mais grosseiras

– Compressor de gás

O compressor de GNV serve para comprimir (juntar) as moléculas de gás que vêm da tubulação subterrânea para elas alojarem-se nos cilindros dos carros

– Tanque cheio

Quando o tanque enche, o combustível bloqueia a entrada do tubo de sucção. É como sugar um canudinho com a ponta tampada – as paredes do canudo se contraem pela queda de pressão interna. No tubo de sucção, a queda de pressão faz o diafragma expandir, tocando o gatilho da bomba e “travando” o fluxo de combustível

– Limpeza

Para impedir que o líquido que sai dos carros suje a cidade, os postos são rodeados por uma canaleta que leva os óleos e a água para uma caixa de separação. Como óleo e água têm densidades diferentes (eles não se misturam, o óleo fica por cima), fica fácil recolhê-los em caixas diferentes.

– Bomba

A bomba “de verdade” não está na parte que a gente vê: ela fica no nível do solo, e utiliza um motor para sugar a gasolina direto dos tanques subterrâneos. Na parte superior, um sensor medidor de vazão transmite a um microprocessador a quantidade de combustível e o valor total que o cliente deve pagar.

Ao definir a estrutura de um posto de combustível, o empreendedor deve pensar também na manutenção da mesma pois é um local onde trafegam muitos veículos por dia causando desgaste natural na estrutura. Existem atualmente, empresas especializadas nesta prestação de serviço.

As bombas de abastecimento têm que estar em perfeito estado de conservação, e devem ser aferidas pelo INMETRO.

 

Contratar funcionários para meu posto

A quantidade de profissionais que trabalharão no empreendimento depende do tamanho e do horário de funcionamento do mesmo. Para um posto de combustíveis de pequeno porte, que funciona das 7:00 as 21:00, pode-se começar com sete frentistas e um gerente de pista. Caso o posto funcione em horários diferenciados, como o modelo 24/7, serão necessários mais funcionários.
A atividade de caixa é exercida pelos próprios frentistas, mas pode optar-se por deixar somente um responsável pelo caixa.

Competências e treinamento dos funcionários:

– Capacidade de percepção das expectativas dos clientes.
– Desenvolver conhecimento sobre a atividade.
– Desenvolver a qualidade de atendimento.
– Mostrar disponibilidade, atenção e agilidade.
– Para os frentistas, é interessante que seja feito um treinamento sobre mecânica básica e o funcionamento do veículo, para que ele possa atender o cliente ciente sobre o que está sendo feito.
No Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis (SinPosPetro), tem a informação atualizada do piso salarial dos funcionários. A convenção coletiva do sindicato está disponível no site do sindicato.

Além disso, o empreendedor deverá participar de seminários, congressos e feiras que trabalhem o segmento explorado pelo posto, a fim de manter-se atualizado. No site www.abieps.com.br, da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de Serviços, é possível encontrar alguns cursos de capacitação e gestão de postos de combustíveis.

 

Equipamentos Para Meu Posto

Para o setor administrativo, serão necessárias ferramentas comuns a ambientes desse tipo, como computador, mesa, cadeira, acesso à internet e armários. Segue uma estimativa de preços para essa área.

Espaço Administrativo:

– Microcomputador completo: R$ 1499,00
– Impressora: R$ 199,00
– Telefone sem fio: R$ 99,90
– Mesa: R$ 480,00
– 3 cadeiras: R$ 450,00
– Armário : R$ 180,00
– Total: R$ 2907,90

Outros equipamentos:

– Elevador Hidráulico Automotivo: R$ 9800,00
– Compressor de ar: R$ 980,00
– Impressora de Cupom Fiscal: R$ 679,00
– Calibrador de Pneus: R$ 580,00
– Trocador de óleo a vácuo: R$ 1800,00
– Kit completo de segurança + câmeras de segurança: R$ 1300,00
– Armário para guardar óleos e lubrificantes: R$ 1100,00
– Balcão de serviços: R$ 480,00
– Total: R$ 19626,90
– Total final (outros equipamentos + Espaço administrativo) = R$ 22.534,80

Esse orçamento é referente a um posto de 900 metros quadrados oferece serviços de troca de óleo e borracharia em perímetro urbano. Número e tipos de equipamentos serão diferentes caso o empreendedor opte por oferecer outros serviços ou mudar a área de funcionamento do mesmo.

Para a estrutura externa do posto, ou seja, a cobertura e os equipamentos operacionais, o empreendedor pode fazer acordo de cessão com a distribuidora de combustíveis, se livrando de maiores custos, como cobertura, bombas, tanques, placas luminosas e outros equipamentos ligados a atividade. Nessa modalidade de acordo, o empreendedor tem o comprometimento de aderir a bandeira da distribuidora, vendendo somente combustíveis fornecidos por ela. Caso o empresário não queira fazer tal acordo, os custos referentes aos itens acima citados devem ser orçados.
Caso o empreendedor opte por montar um posto de bandeira branca, primeiramente ele deverá escolher o local onde o mesmo será instalado. Após isso, é necessário que seja contratada uma equipe de engenheiros para a elaboração do projeto civil e ambiental da estrutura. Após isso, solicita-se a abertura da empresa (CNPJ e inscrição estadual). Uma vez feito isso, deve-se solicitar a licença prévia junto aos órgãos pela legislação ambiental do estado. Após isso, deve-se cadastrar o empreendimento junto a ANP, para que se possa começar a construção do posto. Após concluída a instalação do posto, deve-se obter a autorização de funcionamento junto aos órgãos responsáveis.

 

Mercadoria / Matéria Prima para o Meu Posto

A gestão de estoques é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

– Giro dos estoques:

O giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

– Cobertura dos estoques:

O índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

– Nível de serviço ao cliente:

O indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. A matéria prima utilizada para o posto de combustíveis é representada pelos diversos itens colocados à venda, como combustíveis, lubrificantes, aditivos, etc.

Para a definição do mix dos serviços a ser oferecido, o empresário deverá visitar concorrentes, ouvir permanentemente seus clientes e ir fazendo adaptações ao longo do tempo, visto que, dependendo da cidade, pode ser viável a adição de outros combustíveis, como o GNV, que é amplamente utilizado em frotas de táxi.

Mercadorias vendidas no posto de combustível:

– Óleo de motor 2 tempos (Variedades).
– Óleo de motor 4 tempos (Variedades).
– Óleo lubrificante (Variedades).
– Combustíveis (gasolina, diesel, álcool)

Adulterar um combustível

O empreendedor deve ficar atento em relação a compra e venda de combustíveis adulterados. Existem várias maneiras de se adulterar um combustível, e deve-se ficar atenta a todas elas:

– Alcool molhado: mistura de álcool anidro com água;
– Gasolina com teor alcoólico superior ao estipulado pelo governo;
– Venda de gasolina comum como gasolina premium;
– Gasolina misturada com solvente;
– Diesel com óleo vegetal;

Deve-se ficar atento em relação a esses combustíveis, visto que os mesmos podem danificar os motores dos veículos de sua clientela.

Obs1: Caso o empresário tenha optado pelo acordo de cessão com a fornecedora, o empreendimento do mesmo só deverá realizar a venda de combustíveis daquela distribuidora.

Obs2: Caso o empresário opte por inserir mais áreas na loja, como borracharia e auto elétrica, a lista de mercadorias aumenta.

 

Organização do Processo Produtivo do Posto

O processo produtivo de um posto de combustíveis é considerado simples, e pode ser dividido em:

a) Compra de Produtos:

É responsável pela pesquisa de fornecedores que comercializam, por atacado, os itens que serão colocados a venda. É de extrema importância que o responsável por esse setor esteja atualizado em relação às tendências do mercado e nos lançamentos de novos produtos. A compra dos combustíveis é sempre feita por litro, assim como a venda. Além disso, é necessário que sejam feitas pesquisas com os clientes, para que se possa ter a ideia do que o consumidor busca.

b) Atendimento ao cliente:

Refere-se ao contato direto com o cliente. É feito, geralmente, pelo frentista do posto quando o cliente estaciona o veículo na pista. É necessário o treinamento do frentista, para que o mesmo seja atencioso e rápido.

c) Administração:

São muitas as atividades relacionadas a administração: contato com os fornecedores, pagamento de contas e salários, atividades de recursos humanos, acompanhamento de desempenho do negócio, planejamento, além de outras medidas que sejam necessárias para a continuidade do negócio. Geralmente é exercido pelo dono do negócio.

d) Estoque para reposição:

No segmento de postos de combustíveis, é de extrema importância que o controle de estoque seja feito de uma maneira que garanta o funcionamento do posto em qualquer dia da semana. O responsável por essa área deverá tomar muito cuidado para não deixar um estoque muito grande, que aumenta o capital de giro, nem deve deixá-lo muito pequeno, de forma que falte combustível. É necessário ter um controle rigoroso e atento. É importante lembrar que em algumas épocas do ano como férias, feriados e datas comemorativas, o consumo de combustível aumenta consideravelmente.